quinta-feira, junho 30

..:: Somente um beijo ::..

Só um beijo?
É estranho como tudo muda numa fração de segundos. E muda de uma forma completamente inesperada e (nesse caso) assustadoramente encantadora.

Ela jamais imaginou que uma coisa daquelas pudesse acontecer com eles, mas a verdade era que estava acontecendo e por mais assustada que estivesse, ela estava adorando tudo. Verdadeiramente adorando, pois ela havia notado que estava sorrindo com mais facilidade.

E mesmo que houvesse esse medo, ele estava fazendo com que ela sorrisse de uma maneira natural, sem aquela pressão que esse tipo de situação naturalmente tem. Talvez isso estivesse acontecendo pelo fato de eles serem tão amigos que se sentem naturalmente confortáveis um na presença do outro que as palavras, às vezes, até chegavam a atrapalhar. Era bom estar ao lado dele em silêncio escutando as músicas que eles tanto gostavam.

A razão estava lutando para ganhar, fazendo-a pensar em todos os prós e os contras que teria, mas a cada mensagem recebida, a cada palavra lida, a cada possibilidade de encontro... Ela sorria cada vez mais, esquecendo que existia até essa tal razão. Se havia uma coisa que não queria mais, era se deixar levar por essa tal razão. Fizera isso a vida inteira, se deixar levar pelo coração, talvez fosse até bom.

É claro que o medo estava presente, isso é lógico, mas talvez, fosse infundado. De qualquer forma, ela estava se sentindo confortável com o fato de que eles dois teriam um tempo longe da loucura toda para poder entender o que realmente estava acontecendo com eles, mas ao mesmo tempo, esse tempo poderia separá-los de uma maneira que ela tinha medo.

Até porque, ela teria que entendê-lo (mais ainda) e as repentinas vontades que ele tinha de se afastar de tudo para poder pensar direito. Ela tinha medo disso. Por mais que a razão entendesse o que se passava, ELA não gostava de estar longe dele, em nenhuma situação não gostava de estar longe dele, mas teria que entendê-lo!

Pois, independente do que viesse a acontecer, e a vontade quase incontrolável que estava querendo um beijo dele, ela sabia que alguma coisa havia mudado entre eles. Agora a “possibilidade” rondava a cabeça dos dois em silêncio. E de forma quase que instantânea. Eles só não haviam notado que fora recíproco. Acharam que foi loucura da cabeça deles. Talvez tivesse sido tudo muito mais fácil.

Loucura? Ela não queria estar pensando que aquela sensação, aquela gostosa sensação da espera de um beijo não fosse passageira. Sim, eles tinham o tempo deles, mas ela gostaria de ser menos tímida em relação a esses assuntos, pois ele, mesmo sendo bastante tímido, era bem mais espontâneo que ela.

A presença dele a deixava feliz. Isso estava acontecendo, até mesmo quando ele sumia (Coisa que ela verdadeiramente detestava) e que ela teria que amadurecer a ideia que de, às vezes, isso fatalmente iria acontecer. Ela não sabia o que fazer, ela só sabia que não parava de pensar nos tempos em que estava ao lado dele e de que queria ser beijada por ele, mas nesse quesito, ela iria respeitar o tempo dele.

Lobinha.

Um comentário:

Brasileirinho disse...

Muito legal seu blog de poesisa amo poesia , estou acomapnhando ele nao somente seguindo
estou nos seguidores dele ....

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