quinta-feira, março 16

Crítica: A bela e a fera.

Quando foi anunciado o filme de A bela e a fera minhas expectativas estavam altíssimas até saber quem faria o trio principal. Vejam, o ator que deu vida à fera, é bonito e tudo, mas poderia muito bem ser o Gaston e o Luke Evans ser a Fera, ele e a Emma Watson combinaram muito melhor em cena.

Em relação à Emma Watson, ela interpretou uma Bela que era uma mistura de Hermione, Sam e Nicki. Uma personagem de características fortes e determinada, que se sentia perdida e incrivelmente sozinha... E muitas vezes teimosa... Ou seja, a Bela perfeita. Ela tirou a ingenuidade exacerbada que há na personagem animada e manteve o que de melhor ela possuía. Realmente, das bruxas de sua idade... (OBS: Há uma sutil referência à Harry Potter no filme). A Fera... Era apenas um príncipe mimado acostumado a ter tudo de mão beijada e muito, muito rabugento. Sarcástico e engraçado. Triste e enfim conhecemos o motivo de ele ser assim, e acreditem, NÃO É por ele ser um príncipe. Quanto ao Gaston foi a mudança mais gritante em relação ao trio principal. Enquanto no desenho ele era apenas egocêntrico ao extremo, no filme vemos um homem com estresse pos-traumático depois de anos de guerra (Não ficou claro qual guerra, mas desconfio que seja a Guerra dos 100 anos) que procura um novo motivo para viver e encontra na repulsa de Bela um desafio pessoal. Ele não chega a ser TÃO egocêntrico como no desenho, e demonstra um pouco de mau-caratismo (Não gostei muito disso).

Quanto aos personagens secundários como Maurice e Lefou (A GRANDE polêmica) tivemos mudanças maiores que no trio principal. O filme deu uma GRANDE explicação (Bem positiva por sinal) do motivo de Maurice ter se mudado com a filha para o interior da França. Gostei de vê-lo bem mais participativo no filme. E chegamos ao Lefou. Muito tem se falado sobre a sexualidade dele... E afirmo... é algo tão sutil, mas TÃO SUTIL que se não tivesse vindo à tona toda a história, ficaria subentendido. A meu ver tiraram dele a característica de ser um mero puxa saco; nota-se que ele ADMIRA Gaston, mas não é cego ao verdadeiro caráter dele e vai mudando de opinião à medida que a trama se desenrola, o que eu gostei muito de ver. Ele se tornou um dos personagens mais ricos historicamente falando, pois se o colocarmos na época do filme, ele fora obrigado a ser da forma que é para poder simplesmente viver (Ambientaram o filme durante a fase da Peste negra, o que eu achei superinteligente).
Um filme ou melhor, musical, que abusa (Até demais – Não vejam em 3D, estraga boa parte da fotografia) dos efeitos visuais, principalmente nos objetos do Castelo como Lumiere, Horloge e Madame Samová. Os detalhes nos três são impressionantes, e visualmente lindos. E o castelo? Deslumbrante.

Meus pontos negativos são bem particulares. Como em 91 eu assisti dublado e toda a minha referência da história é dublada, fui assistir dublado. Como já havia falado anteriormente, não gostei das mudanças nas letras das músicas. Acho que em muitas delas, principalmente na música principal, ficaram chatas e com muitas pausas (Isso vale para a versão original) e a dubladora da Bela, definitivamente NÃO FUNCIONOU. Sim, eu não estou falando bem da dublagem de um personagem. Creio que se tivessem chamado os dubladores originais tudo seria muito melhor. A Disney errou e errou feio na hora da escolha do elenco. Para quem for assistir dublado afirmo, o filme REALMENTE só começa a prender com “À vontade”. Depois de ver Lumiere cantar (E foi a partir desta cena que comecei a chorar) que tudo melhora, até este ponto do filme, achei bem monótona a história. Ao ponto de ser chata.

Para quem só conhece a versão da Disney digo que este filme é uma mistura do desenho, do musical da Broadway (O que aliás a Disney perdeu uma oportunidade DE OURO em não colocar “Sem ter esse amor” no filme. Se não conhecem a música procurem no You tube) e da história clássica original, o que ao final acabou funcionando de verdade. A base é claro, ficou com a versão da Disney. Ignorem o figurino da Bela... O do desenho é muito mais bonito, tirando o vestido de baile que está perfeito.

O filme prega uma peça conosco momentos antes do GRANDE FINAL que para os mais emotivos (Como esta que vos escreve) será surpreendente, pois se não fosse uma participação bem especial teríamos um final completamente diferente. A meu ver é bom, porém, vejo que se a Disney tivesse seguido a linha que seguiu em Malévola teríamos um grande clássico reformulado e arrebatador. Músicas clássicas e algumas novas, cenários belíssimos e efeitos visuais dão ao filme o sucesso que ele merece. Afinal de contas... É Disney, que mesmo errando em algumas coisas, ainda nos faz sair da sala de cinema desejando uma noite de baile com a do filme.

Um comentário:

Gabriela Santos disse...

Fiquei querendo ver!Lien.