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terça-feira, setembro 28

Pêssegos e ameixas: uma prova de conceito.

 


 

Na semana passada (Quase) parei minha vida assistindo The Magicians, que está disponível na GloboPlay. A série foi produção do canal Syfy, um dos mais legais para quem gosta de fantasia. Quando entrou no catalogo, não pensei duas vezes, a serie está completa.

Um resumo bem “resumido” da série é que se trata de “Harry Potter para adultos” como ficou conhecida. Se passa em uma Universidade de Magia e a série gira em torno de Quentin Coldwater (De longe um dos melhores personagens já criados) gentil, doce e confuso, ao entrar em Breaksville, ele finalmente encontra o seu lugar e faz amigos verdadeiros, dentre eles Eliot, o “promoter” da Universidade.


No início eles ficam na base da amizade, Eliot sendo apenas, Eliot aceita Quentin com todo seu jeito confuso de ser. Mas, devido a uma única noite, os sentimentos de ambos mudam, Eliot sabe que ama Quentin de todo coração, porém sabendo quão confuso é o amigo, guarda esse sentimento apenas para si. Quer dizer, nós, que estamos assistindo, sabemos do sentimento, Quentin também sabe disso, de certa forma, e aceita!

Quer dizer, tudo e feito com a maior naturalidade possível, como deveria ser sempre, entendem. Em um determinado momento da trama, eles podem ver 50 anos em um dia, e nós somos presenteados com uma história de amor linda, pura, sincera e verdadeira (Não é isso que estamos sempre buscando?).


Quentin e Eliot são de longe o casal mais equilibrado da série toda, o que tem o relacionamento mais saudável de todos da série. Talvez tenha sido proposital tal situação. Todos os outros há sempre conflitos tóxicos para se resolver...

“Peaches and plums” é de longe a prova de conceito mais pura e sincera que a cultura pop trouxe para nós.

Espero que todos nós, algum dia experimente algo tão puro quanto isso!

"Nós fomos inundados com meio século de emoções"

segunda-feira, outubro 24

Estrada dos tijolos amarelos?


Qual seria a sua escolha?
Todo mundo sabe onde a estrada dos tijolos amarelos termina, na cidade das esmeraldas. Mas, e se Dorothy tivesse escolhido a estrada de tijolos vermelhos ou tivesse escolhido ir pela esquerda ao invés da direita? Tudo fica claro que, dependendo das escolhas que ela teria, o destino de todos teria sido completamente diferente. Talvez eles não tivessem conhecido o homem de lata ou o leão. Talvez, ela nunca tivesse voltado pra casa, ou o espantalho nunca tivesse encontrado um cérebro.

Mesmo sendo apenas uma linda fábula, fica claro que a história do Mágico de Oz é feita de escolhas... E das consequências que essas escolhas vão trazer no futuro. Dele podemos tirar duas coisas principais: uma é que a vida é feita de escolhas (E que elas têm 50% de chance de dar certo) e a outra é que nunca devemos nos preocupar muito com o futuro, pois se nos preocuparmos muito com ele, acabamos fazendo escolhas erradas. E quando você comete um erro? Por mais que doa, você terá que conviver com ele.

Então amigo, não se lastime pelas suas escolhas, não se arrependa por elas, nem pense demais no passado, pois ele já passou... Se você poderia ter feito diferente ou não? Passou... Seja maduro o suficiente para assumir suas escolhas e conviver com o que delas surgir. E se esqueça do futuro... Não se preocupe demais com ele, ele um dia chega, e quando ele chegar? Aí sim, a gente vê como vai fazer. 

Não crie expectativas (Pode ser bem doloroso pra você quando elas não derem certo – acredite, elas NUNCA dão certo), não sonhe demais... Ou melhor, até sonhe, mas sonhe com algo palpável sabe, algo à médio prazo, nada algo a longo prazo... Ele é longo demais, e algumas vezes? É necessário mudar da estrada dos tijolos amarelos ou ir pela esquerda... Você pode fazer parte da imensa parcela da população que não vai nunca chegar ao final da estrada de tijolos amarelos... Vai andar pela estrada tortuosa dos tijolos vermelhos ou ser obrigado a mudar o caminho... Seja como for, faça disso algo produtivo. Erga a cabeça e vá em frente... Afinal de contas, elas são as SUAS escolhas, de mais ninguém. Você irá encontrar novas pessoas, novos objetivos... Novos amores...

Não se arrependa delas, não se arrependa pelo que você viveu, se arrependa pelo o que você deixou de viver... Do beijo não dado, da jura de amor não dita, do projeto engavetado...

Arrependimento é apenas uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás (Como diz sabiamente Lázaro Ramos no texto 'Palavras ao Vento').

Eu não me arrependo... Por mim estaria tudo como estavam, mas não coube somente a mim essa escolha... Infelizmente, mas não me arrependo!
Afinal de contas... Pessoas vão e vêm, amigos também, mas nunca abra mão de uns poucos e bons! E eu não abri mão dos poucos e bons... Apenas... Tirei férias!
Lobinha