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sexta-feira, agosto 11

Viva o dia 11 de Agosto.

Como as coisas mudam em um ano não é mesmo? São 365 dias, 525.600 minutos para refletirmos. Quem olha de fora, pensa que é muito tempo, mas na verdade não é não.

Ano passado eu lembro exatamente o que estava fazendo neste momento: estava correndo da sala para a cozinha para poder organizar a minifesta para nosso professor pelo dia do Advogado. Lembro que comprei um bolo e que, junto com uma colega, compramos uma luva para ele malhar (Ainda havia tempo para isso) e uma camisa para que ele pudesse usar quando fosse trabalhar. Lembro também do sorriso que ele deu quando entrou em sala e estava tudo arrumado (Ou quase, isso porque a pessoa não sabe esperar muito) e o “muito obrigado” completamente sem jeito que ele falou para gente.

Hoje, HOJE passa tanta coisa pela minha cabeça. Os dois dias da prova – um estava muito quente, chorei muito, o outro estava chovendo demais. Lembro que pensei que eu poderia estar em casa aproveitando a chuva, mas que estava alí fazendo a prova da minha vida. Engraçado como tudo vêm à cabeça como se tudo isso estivesse acontecido ontem. Lembro do dia seguinte à prova de segunda fase... E da enxaqueca que eu estava. Passei o dia inteiro deitada assistindo a Netflix, desenhos, e mais desenhos, penando ora que iria passar, ora que iria ter que ir pra repescagem (Esse segundo pensando, infelizmente vinha cada vez com mais força). Lembro do dia que saiu o resultado, eu estava assistindo a um jogo de futebol quando uma amiga minha soltou no grupo de Whatsapp que eu havia passado. Lembro que tremia tanto que não conseguia ver meu nome. Lembro também da primeira ligação que recebi (Do professor da surpresa, obviamente, me chamando de minha doutora) e eu sem poder responder direito de tanto que eu chorava. Lembro que eu agradeci tanto a Deus e nossa senhora que Ele deve ter pensando “Ok, para de agradecer que eu já sei disso tudo ai! ”.

Um ano depois daquela festa, eu quem estou recebendo felicitações também. E isso é tão estranho. Por mais que eu já tenha a minha há alguns meses, ainda não me acostumei com tudo que está acontecendo. É tudo tão mágico que parece até mesmo que estou sonhando. Foi tanta queda, tantas perdas, tantas renuncias que fica impossível de lista-las neste momento.

Mas ao final tudo valeu a pena. E o final aconteceu quando eu já estava sem forças, o final veio quando eu estava perdendo todas as esperanças, o final veio quando eu não conseguia mais caminhar, mais abrir mão, não aguentava mais fazer renuncias. Ele veio. E tudo aconteceu tão rápido. Daquele 27 de novembro para o dia 15 de março tudo aconteceu em apenas num piscar de olhos, tudo aconteceu em um sopro, em um simples inspirar/expirar.

Agora uma nova estrada se inicia. Uma estrada que ainda causa medo e pavor, mas uma estrada que eu estou disposta a trilhar, já que eu lutei muito para poder ter o direito para percorrê-la.

E o que eu digo para quem ainda está tentando alcança-la é: se você realmente quer isso, se seu coração realmente grita por isso, se quer mesmo trilhar esta estrada, NUNCA DESISTA. Sim, eu mais que ninguém sei o quanto tudo é complicado (Principalmente as renuncias), quanto sofremos, choramos, o quanto duvidamos de nós mesmos e do futuro, mas não desista. Desistindo, você não estará mais perto dela. Desistindo você não estará digno a ter o que quer que você sonhe. Desistindo você estará abrindo mão de um sonho. Não deixe esse sonho morrer. Não abandone TUDO o que você viveu até aqui. Não faça isso com você. Se você desistir DE VOCÊ, quem irá lutar em seu lugar?

Então, mesmo eu não conhecendo você (Ou conhecendo, sei lá...), mesmo não sabendo o seu nome, onde mora ou suas lutas diárias, saiba que eu estou e estarei SEMPRE torcendo para ver você andando esta estrada tão linda, mas tão complicada.

Paz. E para os que já estão no caminho, tenha um maravilhoso e belíssimo dia com o PJE funcionando e tudo.

Vanessa Carvalho.

sexta-feira, maio 1

Somos todos professores.

Fazia tempo que eu não escrevia nada no blog, por falta de vontade, já que não havia nada relevante para que eu pudesse discorrer minhas impressões. Até o que aconteceu no Paraná dias atrás. Acho que o país ainda está se perguntando o que aconteceu realmente, pois as imagens veiculadas são tão impressionantes que mais parecia set de filmagem.

Infelizmente, não se tratava de um novo filme do Michael Bay (Aquele das explosões – Trasnformers?), mas sim de professores que lutavam por uma causa justa de ter uma aposentadoria um pouco menos (É incrível que me faltam palavras para pôr a termo) degradante – talvez não seja a palavra mais coerente, mas... E o mais revoltante é que 17 HOMENS dignos que se recusaram a participar daquele massacre foram exonerados dos cargos... Por estarem fazendo a coisa certa.

Mas não foi para isso que comecei essas breves palavras, estou escrevendo, pois o mais revoltante estava por vir. Os partidários facebooquianos. Sim porque agora, o Brasil está dividido nos petistas e no resto (Eu particularmente não gosto de nenhum dos dois). É incrível como os petistas estão se aproveitando e se esbaldando sobre o tema e trazendo à tona o tal panelaço ou as manifestações anti-Dilma. E o resto, estão achincalhando a presidente (Me recuso a escrever presidenta) como se a mesma tivesse culpa do ocorrido, que foi a mando do GOVERNADOR do Estado do Paraná (Chefe do Executivo estadual). Ela tenha culpa talvez no seu silêncio, o que já é uma incongruência para alguém que baseou sua campanha da reeleição na tal pátria educadora.

A meu ver, são todos oportunistas que se aproveitam do sofrimento de profissionais batalhadores para proferir suas baboseiras facebook afora. Eles não veem que o problema vai muito mais além do que culpa de um ou de outro, mas não foi para isso que vim escrever, talvez isso seja assunto para outro post.

O que mais me impressiona é que, a maioria dessas pessoas, são... Professores. Estão se aproveitando dessa situação vexatória para o país INTEIRO para proferir... Nem sei como classificar o que ando lendo.

Esqueçam partidos, esqueçam os Ps, esqueçam os políticos... Olhem para os professores, olhem para os que estão em estado grave num leito de hospital. Peçam punição para os culpados (A começar de cima). Não transformem isso em simples disputas partidárias. Os que estão contra a presidente, esqueçam a mulher por um segundo e vejam os professores, essas pessoas não são nada além de PROFESSORES, não são guerrilheiros. E os que são a favor da presidente, desculpa gente, mas ela teve culpa sim ao se permanecer em silêncio, o que parece ser pre-requisito para ser afiliado do PT – ficar em silêncio e sempre não saber de nada.

Hoje, nesse primeiro de maior, #SOMOSTODOSPROFESSORES.

sexta-feira, abril 8

..:: Ser Jornalista ::..

Lide? Pirâmide invertida? Suíte?

Se você sabe o que eu estou falando, parabéns, você faz parte de um seletivo, porém precioso, grupo: a dos jornalistas.

Se você não sabe, ou então acha que eu estou falando de um quarto de um hotel de luxo, desculpa, mas você não é jornalista... Mesmo o SFT insistindo em falar que sim, você é. Pois, segundo eles, para ser jornalista, não precisa mais de um diploma... Que feio STF.

Muito me admira o SFT... Os mesmos membros votaram, não tem muito tempo, contra a decisão de um magistrado no qual afirmava que o Exame da OAB (Leia-se Ordem dos Advogados do Brasil) era inconstitucional. Afirmaram eles, na época, que o exame era não só constitucional como válido... Enfim, não foi da OAB que eu vim falar.

O que me consola é que a maioria dos canais midiáticos (Desculpa, palavras técnicas que se aprende na faculdade) repudiou de tal maneira essa decisão, que passaram a exigir mais que antes, a existência de um diploma... Muitas vezes eu acho que o SFT fez foi ajudar a classe, sabiam? Sim, agora os canais midiáticos estão tendo mais cuidado na hora de contratar seus profissionais. E isso é bom! Afinal, não passamos 05 longos anos dentro de um banco de universidade para que no final qualquer pessoa, qualquer pessoa mesmo, seja considerada jornalista.

Então, se for assim, qualquer pessoa poderia muito bem ser administrador, advogado, economista... Basta apenas saber escrever (Entenda-se: ter bom conhecimento da língua portuguesa) e entender de matemática, certo? ERRADO.

Certa vez eu escutei que, para escrever bem é preciso escrever sobre o que se sabe, o que se conhece. Sim, até concordo, quando você escreve sobre o que você conhece, fica mais fácil e o texto flui com naturalidade. Mas, na vida diária de um jornalista, nem sempre (Ou quase nunca) se escreve sobre aquilo que se conhece. É preciso pesquisa, e na maioria das vezes, pesquisa de campo, para que no final uma pessoa consiga escrever. E escrever de maneira imparcial (Pois isso é bem importante) determinada pauta (Ah, desculpa, outra palavrinha técnica). E nem sempre o jornalista sabe do que está sendo tratado, por isso a necessidade de tanta pesquisa.

E é cômodo você sentar em uma cadeira e começar a escrever, certo? ERRADO. E muito errado. É preciso de técnicas pra escrever sim, até mesmo uma simples redação. Por anos, no colégio, escutamos: a redação precisa ter introdução, desenvolvimento e conclusão. Um texto jornalístico também, mas as técnicas usadas são um pouco mais complicadas que uma simples redação. E redação é simples.

Você precisa estar com sua narrativa treinada para que a sua matéria saia de maneira jornalistica. Ela precisa ser chamativa, para que o público tenha curiosidade de lê-la, e de uma forma coerente e séria para evitar o sensacionalismo (E olhem, a linha entre uma matéria séria e o sensacionalismo é bastante tênue).

Aliás, sabia que há diferenças GRITANTES, entre reportagem e notícia. Ah, não sabiam? Desculpa então você NÃO é jornalista, mesmo o SFT afirmando que você é. E vejam se para tudo na vida existem regras, por que não na hora de escrever? Isso é obvio, entendem? E para que se aprendam tais regras, é preciso estudo, dedicação, treino.

Eu até concordo que existem pessoas nesse Brasil de meu Deus que talvez tenha algum talento melhor do que muito jornalistazinho com diploma, até concordo que não é um diploma que se faz um profissional, mas ele é a garantia de que aquela pessoa guardou um tempo precioso da vida dela estudando e se dedicando àquela profissão que é considerada um quarto poder.



Lobinha.