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sábado, abril 10

Stalking, você sabe o que é?


É sabido que o mundo está cada dia mais dependente da tecnologia. Essa dependência tem servido de base para vários escritores e roteiristas para a criação de várias obras, sejam literárias ou cinematográficas. Uma delas é a série “You” da Netflix que mostra a conturbada mente de um “stalker”.

Mas, você sabe o que é Stalking (Ou a prática reiterada de perseguir alguém)?

Stalking vai além, MUITO além de ir no perfil do (a) crush pra saber se ele (a) está com alguém ou ainda está solteiro. Stalking invade a esfera privada. Antes tratado como uma “mera” importunação, o stalking invade o direito a privacidade, disposto no art. 5°, X, CR e o direito à liberdade, direito este espalhados em vários dispositivos da nossa lei maior.

A palavra stalking vem da palavra inglês “stalk” que significa caçar (perseguição em forma contínua). Tal evento pode trazer graves danos, permanentes ou não, para a presa (no caso, pessoa) mentais ou em casos extremos físicos. Pode levar inclusive à morte.

Há vários motivos que desencadeiam tais atitudes, a maioria esmagadora delas tem o gatilho a uma rejeição ou até mesmo inveja, mas pode ocorrer como “forma de brincadeira”, violência doméstica, vingança... Os mais variados motivos.


Fora do mundo virtual, ela pode se caracterizar por telefonemas constantes, envio de presentes, mensagens (SMS ou aplicativo), aparecer nos locais em que a pessoa frequenta, mesmo que aquele não seja o ambiente comum do perseguidor... Enfim de várias maneiras. E quando entramos no mundo virtual, essa prática ganha mais força através de blogs, e-mails e coisas do tipo. O Cyberstalking, como é chamado, ainda implica em publicações falsas ou boatos sobre a pessoa no mundo virtual, ou coisa do tipo, através de um perfil falso (E não necessariamente precisa ser alguém do convívio da vítima), e em casos mais intensos, implica em ameaças à pessoa ou família através das mídias sociais. O termo começou a ganhar força no final da década de 80 na Califórnia, nos Estados Unidos, para classificar as pessoas que perseguiam artistas de maneira mais intensa e ameaçadora. Hoje, na Inglaterra, por exemplo, existem mais de 850 mil casos desse tipo de prática contra homens e mulheres.

Em 2012, no Canadá a adolescente Amanda Tood acabou tirando a própria vida, depois de uma série de ataques feitos em suas redes sociais. A perseguição teria começado aos 12 anos depois que uma foto comprometedora dela foi espalhada para toda a sua escola. Amanda estava com 15 anos.

E como a lei vai atuar?

A lei n° 14.132/21 inseriu no nosso Código Penal o art. 147-A, do qual trata da prática e a criminaliza. Esse crime está inserido no Capítulo que protege a liberdade individual e recai sobre quem sofre a perseguição. Qualquer pessoa pode cometer esse crime, é por isso que o torna passível de um tratamento muito especial pelo grande público, pois o seu vizinho pode ser um stalker e você não saber. Porém, há agravantes se a vítima for criança, adolescente, idoso ou mulher (pelo fato de ser mulher).

No caso a conduta a ser analisada é a perseguição reiterada e incessante, feita por qualquer meio onde se ameaça a integridade física ou mental da vítima restringindo a liberdade de locomoção (A vítima passa a não querer mais sair de casa, por exemplo) ou até mesmo a perturbação da liberdade e/ou privacidade. O que acaba fazendo com que o perseguidor deixe sua vítima sob seu total controle, subjugando-a a ponto de faze-la desenvolver síndromes de pânico ou crises de ansiedade.


É preciso que seja uma perseguição intensa, e com certa habitualidade, não há um esclarecimento da quantidade de atos, há a informação de que os mesmos precisam ser feitos de maneira intensa.

Porém, esses atos ainda são tratados como de menor potencial ofensivo, sua pena vai de 6 meses a dois anos e multa. Havendo violência, porém, ele será tratado de forma mais dura.

Stalking é uma forma de violência e intimidação e há mais de 13 anos juristas vinham tratando desse tema tão delicado. Ainda estamos longe de uma pena digna para tal crime, mas já é um começo. Nunca subestime tais práticas. Nunca vejam como “apenas brincadeira” ou insistência, perseguir pessoas É CRIME!

 

quarta-feira, janeiro 6

Mergulhe nas profundezas de um olhar.

 

Arrisque 

Escutar David Cook é voltar lá pra 2010, quando eu ainda achava que o mundo poderia ser bom. Escutar David Cook é lembrar de programas que já não existem mais, mas que fazem falta. Conheci e acompanhei o Idol em que ele participou e acabou ficando em segundo lugar (Com licença ao ganhador daquele ano, o Cook era muito melhor), mas ele lançou um álbum pouco tempo depois..., mas realmente não é pra isso que vim aqui escrever essas parcas palavras...

Lembro que naquele tempo meu coração estava cheio... Eu estava AMANDO, eu me perdia em palavras, sonhos e me sentia viva. Sabe aquela coisa de que a gente poderia conquistar o mundo? Era mais ou menos assim que eu estava naqueles dias em que ele foi sucesso. O engraçado que nem faz tanto tempo assim, se for parar para pensar, 11 anos não é assim tanto tempo, mas o mundo muda de maneira avassaladora que parece que foi eras atrás...

Depois disso, nunca mais senti que poderia conquistar o mundo. Cheguei pertíssimo em 2018, mas foi algo tão efêmero quando a vela que mais brilha, não que chegasse perto disso, nem se compara, mas cheguei bem perto de voltar a me sentir viva.

Hoje as pessoas sentem medo de se apaixonar, de amar, de se entregar nas profundezas de um olhar. Eu sinto medo de nunca mais sentir isso novamente. Sinto medo de não ter mais a capacidade de me sentir viva novamente. A gente sabe que está amando alguém quando você olha para dentro da escuridão dela e essa escuridão não te assusta, pelo contrário, ela te empurra mais para dentro. Ela te deixa curiosa, ela te faz enxergar os defeitos e apesar deles, te faz querer estar cada vez mais perdido dentro daquele olhar. Olhos que te deixam sem defesas, e você se sente ok com isso, pois sabe que essa falta de defesas te fortalece ao invés de te enfraquecer... E VOCÊ SIMPLESMENTE NÃO LIGA, pelo contrário, sem isso, você se sente... vulnerável!

As pessoas hoje preferem a certeza do raso do que a incerteza das profundezas de uma pessoa. Eu nunca gostei do raso. Nunca gostei de pessoas rasas. O oceano que é uma pessoa é algo assustadoramente belo, e não é todo mundo que se sente seguro o suficiente para mergulhar, ou não está preparado, ou nunca soube o que é essa sensação. Prefere a segurança do raso efêmero do que a profundeza avassaladora de conhecer verdadeiramente uma pessoa...

As pessoas sentem medo de sentir... engraçado isso né? Eu? Sinto medo de nunca mais sentir isso. Tenho medo de nunca mais sentir que alguém ao me olhar, está me enxergando, com meus defeitos e qualidades e apesar disso, ainda querer mergulhar.

Um olhar é capaz de possuir um mundo inteiro dentro dele, um mundo que é uma pessoa. Difícil encontrar alguém que esteja disposto a mergulhar. Porque ao mergulhar você corre o sério risco de se machucar... e não mergulhar, você nunca sentirá que alguém verdadeiramente te conhece... eu até entendo que seja uma decisão difícil, mas eu prefiro me machucar por ter vivido algo intensamente, do que passar a vida inteira na segurança do raso.

UM AMOR!... Que isso venha pra mim e para quem estiver lendo esse texto. E que, quem estiver lendo, não tenha medo de mergulhar... Mergulhe e VIVA. Ao menos uma vez, VIVA isso, sinta isso, respire isso, se perca, perca o controle das suas emoções, olhe para o olhar e ao dizer “eu amo você” que você, realmente AME essa pessoa. Permita que esse olhar mergulhe em você e se perca la dentro. Permita-se mergulhar num olhar e se perca também nele, tente descobrir o mistério que é uma pessoa... e se você tiver que se magoar?... Bem... Já dizia o filosofo que se apegar a alguém é correr o risco de chorar de vez em quando...

O que você escolhe? Passar pela vida no raso ou se perder no universo de um olhar?

segunda-feira, abril 16

Mudaram as estações nada mudou (De novo)

Hoje, quando estava no carro indo fazer umas coisas, começou a tocar Por Enquanto na versão mais punk que já existiu, a da Cássia Eller (numa rádio que está em modo experimental. O legal disso é que só toca música o dia todo, só parando para a funesta Voz do Brasil) e eu comecei a analisar a letra da música que muitas vezes eu mesma cantei no automático.... Parece que é quando estamos mais magoados que começamos a filosofar sobre.... Tudo.

Por mais que seja piegas, mas a letra da música é bastante interessante, pois ela já começa com “Mudaram as estações, mas nada mudou” e essa frase pode ser interpretada de tantas maneiras quantas forem possíveis dentro da nossa belíssima língua portuguesa. Eu mesma já interpretei essa frase de tantas formas diferentes, que fica complicado tentar adivinhar qual sentido que o Renato colocou nessa frase.

A minha interpretação desta vez é que por mais que eu tente, parece que eu e essa coisa de relacionamento não fomos feitos um para o outro, e a ironia disso tudo é que, como dizem, como sou teimosa ainda insisto, sabem aquela frase que diz “mãe é tudo igual, só muda o endereço”? É mais ou menos por aí esse quesito da minha vida, porque... Da primeira vez que acontece realmente não é sua culpa, da segunda vez, você fica pensando que, por mais difícil que seja, um raio ainda pode cair no mesmo lugar, mas... Três vezes? Três vezes SEGUIDAS que se tenta e que no final o que você escuta é: Eu tô fazendo isso para não te machucar... Ironicamente fazendo a única coisa que destrói o coração de uma pessoa... Três vezes que “não é você, sou eu”, faz você parar para pensar em entrar para o monastério...

Ai começam as várias dicas, algumas até ajudam, não nego, mas...

Então você se pega fazendo a única coisa que você parece ter talento: filmes. Se joga no mundo cinematográfico, constrói seu muro, dessa vez com mais pedras, e fica lá dentro sem se importar com o que acontece ao seu redor. Dessa vez o “mudaram as estações, nada mudou” é que SEMPRE ocorre o mesmo resultado, coração magoado, depois de um “não é você, sou eu”... Depois da terceira vez, você passa ter a certeza que sim, é você. É você que não vale a pena.

E claro, você não quer que seus amigos te achem uma chata, porque convenhamos, não é legal você alugar seus amigos, então, você se dá no direito de ficar uns três dias sem a máscara, mas logo você a coloca novamente, tirando-a somente quando todos da sua casa já se recolheram.... Assim, você pode tirar o seu sorriso e mostrar seu verdadeiro rosto. E você a coloca por medo, porque a gente sabe que as pessoas dificilmente entendem que cada um tem seu próprio tempo de luto.

Então, lá está você novamente com aquela péssima sensação da qual você passou anos evitando com louvor... Aquela sensação de estar cansada de tudo isso, de toda essa dor... De novo e você não quer admitir, mas lá dentro, lá no fundo, você sonha que alguma reconciliação de filme das comédias românticas que tanto se assistia na sessão da tarde, ocorra na realidade... Não ocorre. E realmente, dizem que a esperança é a última que morre, sim, porque a esperança te deixa feito uma imbecil olhando umas mil vezes por dia um aparelho esperando algum esboço de mensagem, mensagem essa que seu cérebro sabe que não vai existir...

Sabem o que dá mais raiva? É você imaginar o “e se....”, isso que dá raiva, porque dá esperança, esperança essa que você já deveria ter aprendido a não ter mais. As coisas inacabadas, ou acabadas como um piscar de olhos ou respirar (Coisas que fazemos sem nem notar que fazemos) que nos deixam piores. Será que mais alguém é assim?

Aí, teóricos ficam falando que o mundo está mais egoísta (Eu detesto egoísmo), claro que está, mesmo quem não é acaba se tornando não porque quer, mas por necessidade. Aí começam os julgamentos de que você está egoísta demais... claro, antes ser egoísta que ter esse buraco (Aquele que Stephanie Meyer descreve brilhantemente no livro Lua Nova – E sim, ela descreve esse buraco de forma perfeita, somente quem já teve, ou tem, sabe que é aquilo mesmo) dilacerando cada parte do seu ser e da sua consciência. É desse buraco, dessa dor que surgem os grandes males da sociedade. Não se preocupem, não é esse o caso!

Mas o cansaço é! A gente cansa de tentar, tentar, tentar; parece que nada do que a gente faça é certo ou correto, ou.... Que a gente não valha a pena. Só pode ser isso. A verdade é que você começa a acreditar, mesmo que no início você lute contra tais pensamentos, que você não vale a pena. Não para os relacionamentos. Você é ótima para outras coisas. E você começa a duvidar de tudo que te falam, de cada elogio que te façam, porque... A realidade é um pouco diferente do que as palavras dizem.
É como JK Rolling disse.... As palavras realmente são nossa inesgotável fonte de magia... E ultimamente é cada Avada Kedavra que eu tenho recebido que nem mesmo Harry Potter seria tão famoso nem Hermione Granger seria capaz de deduzir.

Gente, querem um conselho? Vou terminar o texto com o conselho que o Guia do Mochileiro das Galáxias deu para o Arthur Dent (Que não o leu) no quesito Amor: evite-o, sempre que possível.