“Sinto uma falta absurda de você e não importa quanto tempo isso ainda vai durar, é infinito agora!” (Caio Fernando Abreu).
Há algum tempo que eu venho notando as pessoas à minha volta. Posso dizer o dia e o mês precisamente: 13.12.10 (Acho que é mais fácil eu esquecer meu aniversário que esta data) – foi quando falaram pra mim que seria impossível ser feliz.
Então eu deixei meu casulo ilusório da felicidade (Entenda-se deixei de ser um pouco egoísta - Sim porque quando estamos amando, nós somos egoístas... De uma maneira boa) e passei a analisar mais as pessoas. Com toda a certeza eu posso afirmar: Como há pessoas infelizes no mundo... De tal sorte que eu fico pensando se amar vale realmente a pena.
Se formos parar para analisar, há mais brigas, rompimentos, discussões que uniões, romance, amor. Para um dado mais profundo, a cada ano o número de divórcios aumenta. Isso é triste. Vários amigos meus estão com essa dor, existindo sem viver, sem um norte, aquele que nos faz ter vontade de acordar todos os dias e enfrentar dentro de um ônibus lotado no sol de meio dia qualquer perrengue que aparecer (Acredite, quando nosso coração está repleto de amor, ele é tão leve que nem um sol de 40° atrapalha nossa felicidade).
E para os meus incrédulos, eu aviso: um coração partido, uma imensa tristeza nos deixa doentes sim. Deixamos de ser produtivos, sim. Isso porque, você se dedica a uma pessoa, entrega seu coração a ela dizendo: toma, é teu, faça o que você quiser com ele. Quer maior prova de amor e confiança que você entregar seu coração a uma outra pessoa? Elas só esquecem de colocar o aviso essencial: CUIDADO... FRÁGIL.
E são geralmente essas pessoas que mais precisam de colo. Precisam e não encontram. Elas são as que mais sofrem. Então, estou começando a acreditar que simplesmente amar não vale a pena.
É isso mesmo. Eu, uma pessoa que se derrete com histórias de amores avassaladores (aqueles amores perfeitos dentro da imperfeição que somente os amores eternos têm) estou falando que não vale a pena amar.
E desculpem-me os fãs de livros de auto-ajuda (que só ajuda os autores), essas filosofias de “ah, não esquenta, tudo passa” nunca funciona. E na hora, dá vontade de você mandar essa pessoa andar perto de onde o vento faz barulho.
Eu sei que a maioria das pessoas não tem tempo (ou paciência) para entender o que realmente está acontecendo. É preciso tempo para entender o motivo da pessoa à sua frente estar sem norte. E paciência para poder escutar choros, risos, lembranças, choros... Ninguém gosta disso. Então, falar que “tudo no final sempre dá certo” é mais rápido, prático e eficiente (para o ouvinte).
Concordo que não é justo (Nem fácil) para o ouvinte, afinal de contas ele também tem seus próprios problemas, que são até mais sérios que uma simples dor amorosa. Será mesmo? Aí o exemplo da atriz que se matou depois que o noivo morreu.
Eu sei que vivemos num mundo capitalista, e como tal, aprendemos a sermos egoístas (de uma maneira má). Nós até nos preocupamos por algum tempo, mas devido a nossa impaciência, acabamos desvalorizando o sentimento ou nos afastando das pessoas (no momento em que elas mais precisam do nosso colo). Porque é disso que precisamos quando estamos com tais problemas, de colo e não de palavras.
Eu até entendo isso. Entendo que nossos problemas são piores que o dos outros, porque são nossos, mas na hora em que estamos mal, precisando de colo, é difícil entender racionalmente a atitude das pessoas.
Então nos fechamos. Por isso encontramos cada vez mais pessoas caladas, fechadas, sérias, não por elas serem insensíveis ou arrogantes, e sim por elas estarem tão mal que se forem mudar de expressão, lágrimas escorreram abundamentemente pelos seus rostos lindamente maquiados... Enfim...
Viva o mundo capitalista.
Lobinha.