Mostrando postagens com marcador sagas.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sagas.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, setembro 28

Pêssegos e ameixas: uma prova de conceito.

 


 

Na semana passada (Quase) parei minha vida assistindo The Magicians, que está disponível na GloboPlay. A série foi produção do canal Syfy, um dos mais legais para quem gosta de fantasia. Quando entrou no catalogo, não pensei duas vezes, a serie está completa.

Um resumo bem “resumido” da série é que se trata de “Harry Potter para adultos” como ficou conhecida. Se passa em uma Universidade de Magia e a série gira em torno de Quentin Coldwater (De longe um dos melhores personagens já criados) gentil, doce e confuso, ao entrar em Breaksville, ele finalmente encontra o seu lugar e faz amigos verdadeiros, dentre eles Eliot, o “promoter” da Universidade.


No início eles ficam na base da amizade, Eliot sendo apenas, Eliot aceita Quentin com todo seu jeito confuso de ser. Mas, devido a uma única noite, os sentimentos de ambos mudam, Eliot sabe que ama Quentin de todo coração, porém sabendo quão confuso é o amigo, guarda esse sentimento apenas para si. Quer dizer, nós, que estamos assistindo, sabemos do sentimento, Quentin também sabe disso, de certa forma, e aceita!

Quer dizer, tudo e feito com a maior naturalidade possível, como deveria ser sempre, entendem. Em um determinado momento da trama, eles podem ver 50 anos em um dia, e nós somos presenteados com uma história de amor linda, pura, sincera e verdadeira (Não é isso que estamos sempre buscando?).


Quentin e Eliot são de longe o casal mais equilibrado da série toda, o que tem o relacionamento mais saudável de todos da série. Talvez tenha sido proposital tal situação. Todos os outros há sempre conflitos tóxicos para se resolver...

“Peaches and plums” é de longe a prova de conceito mais pura e sincera que a cultura pop trouxe para nós.

Espero que todos nós, algum dia experimente algo tão puro quanto isso!

"Nós fomos inundados com meio século de emoções"

sexta-feira, fevereiro 12

Cidade Invisível: A cuca longe de ser apenas um Jacaré!

 Cidade Invisível chegou como uma grata surpresa ao serviço da Netflix trazendo uma produção brasileira de alta qualidade abordando o folclore brasileiro de maneira mais adulta. O folclore brasileiro, até então estava restringido a histórias infantis, onde a versão mais conhecida é a do Monteiro Lobato em sua obra “Sítio do Pica Pau Amarelo”. Crianças do Brasil se acostumaram com a versão dele de alguns mitos e lendas brasileiros e hoje, adultos, estranharam um pouco uma ou outra caracterização.

O que eles esquecem, é que sendo Mitos e Lendas, essas histórias ficaram conhecidas oralmente, e suas versões mudam de tempos em tempos, mantendo-se apenas as características principais.

Outra coisa bastante criticada, que a meu ver, é apenas gente querendo criticar uma coisa que não tem o que ser criticada, foi onde se passa a história. Sim, até posso compreender a estranheza, seria uma oportunidade incrível do Brasil conhecer o Brasil, porém, não sejamos ingênuos, uma série desse porte demanda custo, e levar autores, produtores, equipamentos e tudo o mais que a série envolve, demandaria um custo que talvez, com certeza, a Netflix não estivesse disposta a pagar, talvez, com certeza, ela quisesse ter pago essa grana na pós-produção, convenhamos, quem já assistiu sabe que os efeitos especiais estão primorosos. Não deixou nada a desejar a nenhuma outra produção estrangeira.

Bem, a história, como já falei, se passa no Rio de Janeiro, onde um policial Federal da DPA, departamento ambiental, Erik, depois da morte suspeita da esposa, encontra um BOTO (É aquele que tem aqui pelo Rio Amazonas) morto em uma praia do Rio de Janeiro. A princípio fica o questionamento de como aquele boto foi parar em uma praia, visto que ele é um mamífero de água doce. Então começa a saga do “nosso herói”. Ele, sabendo que a morte da mulher não está sendo investigada da maneira que se deve, ele acaba ligando o boto com a morte da mulher.

Então ele começa a conhecer pessoas um tanto estranhas, dentre elas Inês (Alessandra Negrini), uma mulher misteriosa, sedutora e perigosa, que faz de tudo para conseguir o corpo do boto de volta. Um adendo: em algum momento, o boto, que responde pelo nome de Manaus, acaba se tornando uma peça chave para a investigação da mulher de Erik.


Em paralelo a isso, Erik ainda precisa dar atenção a filha Luna, que ainda está muito abalada com a morte da mãe, pois a criança presenciou o acontecimento. Mas a própria criança também tem contato com um rapaz chamado Isac, que vira e mexe aparece e desaparece de maneira fantasiosa.

E enquanto Erik investiga a morte da mulher, algumas mortes começam a acontecer de pessoas que ele tem conhecido, começa a mergulhar no mundo fantasioso de seres e mitos brasileiros, dentre eles, Iara, a bruxa Cuca e o Curupira. Seres da floresta que vivem entre os humanos tentando vencer nesse mundo cão. Ao fim ao cabo, Erik, que no início era completamente cético em relação a tais seres, acaba entendendo que eles existem sim e juntos precisam vencer uma entidade perigosa chamada “corpo seco”.

Cada episódio mostra um pouco da história de cada ser: Iara, Saci e Cuca são os mais bem explorados. E palmas para a atriz Jessica Cores que além de ter uma beleza estonteante, ela tem uma voz de anjo, a versão dela para Sangue Latino não sai da cabeça tão fácil (Acreditem, estou procurando essa versão até agora).

Com um final que nos indica que haverá uma segunda temporada, a série prende a cada episódio. Carlos Saldanha acertou na medida de suspense e fantasia e na forma como trabalhou cada personagem. Alessandra Negrini perfeita em todos os sentidos, linda, talentosa e interpreta um dos maiores seres do Folclore Brasileiro de maneira completamente sublime. Zero defeitos praquela mulher.

Uma série que vale a pena cada segundo gasto para assistir. Mitos explorados nessa primeira temporada: Cuca, Saci, Iara, Boto, Curupira (em uma adaptação monstruosamente fiel), Tutu Marambá (Uma versão tupiniquim do Lobisomem) e Corpo-Seco (uma forma de entidade maligna que toma o corpo de alguém para poder se vingar de alguém que não o fez em vida).

Doida pra ver a versão da série para o Boitatá e o Mapinguari.


quinta-feira, maio 8

História On Line.

Então pessoas, bom dia. Acho que nunca fiz propaganda de uma história que tenho on line. Vou aqui postar o link. Gostaria que lessem, dessem opinião e coisas do tipo. 


Essa é a primeira parte. Já finalizada. É só clicar em cima do nome que o link será aberto. Desde já agradeço.

Comecei uma continuação. Ainda não finalizada. 


Desde já agradeço. E se acharem legal, compartilhem o link. Seria bom demais.

Beijinhos.

sexta-feira, abril 25

Caleb Prior (Atenção: CONTÉM SPOILERS)


Há algum tempo estava querendo fazer um texto sobre Divergente, mas não falar especificamente sobre isso, afinal de contas, vai acabar ficando repetitivo. O problema era falar o que sobre Divergente? Pensando que tudo que já havia se falado. 

Então, resolvi falar sobre um dos personagens mais contraditórios e “sem noção” da saga, Caleb Prior, ou irmão da Tris. Desde já vou avisando que, para quem apenas leu o primeiro ou viu o filme haverá spoilers. MUITOS spoilers.

Quando comecei a ler o livro, assim que o Caleb entrou na história, através da visão da irmã, eu fiquei pensando que ele era apenas um menino de 16 anos um pouco assustado ao ver que ou ele seguia seu coração e fazia o que tinha vontade, ou então continuava vivendo a vida que foi ensinado (E muito bem a viver).

Não foi surpresa para mim que ele tenha escolhido a Erudição, já que o mesmo gostava muito do conhecimento. Ele o via como uma arma e quanto mais soubesse melhor poderia fazer ao mundo. A princípio era fácil gostar dele, afinal, quem não gosta, hoje em dia de um nerd, não é?

Como o livro é na visão da Tris, não sabíamos muito o que se passava na cabeça dele, então veio a invasão da Audácia, conduzida pela Erudição à antiga facção dos dois, e ambos, Caleb e Tris (Ou Beatrice, como queiram) perderam seus pais. A morte dos pais foi algo que assombrou Tris durante toda a sua jornada.

Devido a morte dos pais, é claro que ela se aproximaria da pessoa mais presente em sua vida, o irmão, e se esforçou pra isso. Contou sua verdadeira condição numa época perigosa, contou com o apoio dele e achou que assim estreitaria os laços entre os dois.

Então aconteceu o que mais me chocou (Já que O GRANDE acontecimento da saga eu já sabia) foi quando, presa a uma mesa, achando que fosse morrer e querendo entender como Jeanine (Representante da Erudição) sabia de tantas coisas em relação a ela, Tris descobre que havia sido seu irmão quem deu todas as informações. Claro, tenho certeza que todos que leram Insurgente tiveram a mesma reação que eu. Passaram simplesmente a odiá-lo.


Como ele pode ver os pais morrerem, como ele pode ver amigos dele serem mortos por jovens como ele que estavam sendo controlados por uma mulher de mente louca, e ainda assim ajuda-la? Como ele pode sentar ao lado da Tris, acalentá-la, abraça-la, confortá-la, para depois, simplesmente entrega-la de mão beijada a Jeanine? Em as Crônicas de Nárnia, quando Edmundo trai seus irmãos, Aslan, sabiamente fala que a traição é bem mais dolorosa e cruel devido a este fato. Ele estava certo. Mas diferente do Rei Edmundo, Caleb NUNCA se arrependeu do que fez.

Não, ao invés de ele se arrepender, ficou justificando, quase que o tempo todo, que as pessoas não faziam ideia do quanto Jeanine era poderosa dentro da Erudição e o quanto ela sabia fazer com que as pessoas simplesmente a obedecessem. O Caleb VIU a irmã ser torturada por vários dias e simplesmente NÃO fez nada. Ficou apenas analisando os dados como se ela fosse uma cobaia qualquer. E ela só foi salva, porque Peter não queria dever nenhum favor a uma “careta”.

Ele sabia que a irmã iria morrer e mesmo assim, não fez nada. E continuou não fazendo nada. Mesmo quando houve o questionamento de quem entraria na sala vermelha para tentar apertar o botão para o soro da memória jorrar em todo departamento, ele só se voluntariou por “não suportar a ideia de todos o terem escolhido”. 

Algumas pessoas falam que o fato de ele ter sobrevivido e outras pessoas não, foi que ele se redimiu. NÃO. Ele não se redimiu. Geralmente, quando há a redenção nessas histórias, as pessoas... Morrem. É a forma de mostrar que a redenção realmente existiu. Elas morrem para poder mostrar o quanto elas estão dispostas a consertar tudo. Mas o Caleb, quando determinada pessoa ocupou o seu lugar, ele apenas ficou observando (De novo) sem fazer nada.


Ele não se redimiu, ele é um covarde que graças ao altruísmo de alguns personagens (E creio que da autora também) se salvou. Mas ele não merecia. Não mesmo.