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terça-feira, setembro 10

RIPD - Agentes do Além.



Clique para abrir o link IMDB
Depois de passar vários filmes despercebidos, Ryan Reynolds volta em RIPD, uma espécie de MIB do pós-vida. E continua fazendo filmes que poderiam muito bem ter ficado apenas no papel. O filme é baseado numa história em quadrinhos escrita por Peter M. Lenkov e desenhada por Lucas Marangon e publicada em quatro volumes pela Dark Horse Comics.

O filme gira em torno de um policial de Boston Nick Walker que foi assassinado pelo seu parceiro depois de ambos terem roubado parte de uma carga de ouro que serviria de prova contra um crime.
Acontece que, após morrer, Nick se vê numa espécie de departamento de policia do além. A missão dele é ir atrás de almas que fugiram do seu julgamento. Ele conhece seu parceiro Roy, um xerife do século XIX em sua primeira missão. Após a prisão, Nick vê parte do ouro que ele tem escondido e parte para tentar evitar o que ele chamou de apocalipse.

A sinopse parece ser interessante, mas o filme em si não é. Piadas bobas, personagens fracos (Até os do pós vida) e um enredo sem sentido. Não explicam de onde vem o tal ouro, nem como ele e o parceiro, interpretado por um apagado Kevin Bacon o conseguiram.

A fotografia do filme parece ser a única coisa interessante do filme. As tomadas de close e pegando os personagens por baixo não deixou o filme ser um fracasso total. Ryan Reynolds e Jeff Bridges juntos formam uma boa dupla, o sotaque do velho oeste que Jeff Bridges faz talvez seja a coisa mais interessante que possa existir no filme. 

Aliás, se não fosse pelos três: Ryan Reynolds, Jeff Bridges e Kevin Bacon o filme seria um fracasso total.

Um filme para se passar o tempo enquanto se espera por coisa melhor. Filme para você simplesmente ir ao cinema e desligar a mente. Não espere uma obra prima ou algo como MIB, pois você sairá do cinema desapontado.

Vanessa Carvalho.

quinta-feira, abril 18

Futuro?




Regra básica para criar uma Ficção científica? Junte milhares de anos no futuro, um mundo devastado (Ai varia conforme o gosto do autor: pode ser por guerras infinitas, invasões aliens, lixo, etc) pronto, temos uma ficção científica. Será?


As coisas não são tão simples assim. Ficção Científica vai muito além dessa regra básica. É necessário, como em todas as boas histórias, ter uma história cativante e interessante. Personagens inesquecíveis e alguma ‘moral da história’, pronto, você será um novo Douglas Adams.

Pensei no Douglas (Autor da série Guia do Mochileiro das Galáxias) porque foi um dos livros mais interessantes que eu já li. Além de tudo isso que eu já falei, a história tem uma dose de humor negro altíssimo e críticas políticas surpreendentes o que lembra um pouco George Orwell e seus livros A Revolução dos Bichos e 1984, que para quem não sabe, o programa Big Brother tem este nome em homenagem ao livro (Não que George hoje esteja feliz com isso).

São histórias que, por se passar num futuro, muitas vezes distantes e num mundo completamente diferente desse que vivemos, nos forçam a mente a idealizá-lo e o bom disso, é que o que eu idealizo não é o mesmo que você. Tanto na tecnologia, quanto no mundo em si.

Talvez, o que se torna mais fácil de imaginar seja algo do mostrado em A máquina do Tempo, H G Wells, onde o Dr. Alexander Hartlegen, após um pequeno acidente, se vê num futuro além do futuro, onde a terra voltou a ser um planeta quase deserto e os seres humanos reaprenderam a recolonizar o planeta. É fácil você imaginar um mundo florestal devastado devido a falta de noção dos seres humanos.

Mas... Quando o futuro é algo que ainda não aconteceu? Quando imaginamos tecnologias diferentes, lugares diferentes? Situações diferentes? Vários são os exemplos desse tipo de situação, e a maioria saída da mente do maravilhoso Philip P Dick, autor de Total Rekal, Agentes do destino, Minory report dentre outros contos (Sim, a maioria são contos) do autor que se transformaram em filmes. O que dizer do telefone implantado na pele, ou de agentes com cadernos holográficos que mostram como será nossa vida? Ou de um sistema tão complexo, originado de médiuns, que é capaz de revelar assassinos antes mesmo de eles saberem disso? Fica complicado, mas não impossível.

Ficção científica é uma das belas formas de você forçar sua mente para o novo, para o que pode acontecer. Alguém duvida que daqui alguns anos teremos mesas computadorizadas ou telas gigantescas na sala simulando qualquer paisagem que quisermos? Claro que isso é possível. Há 20 anos, NINGUÉM diria que seríamos capazes de falar com pessoas do mundo todo sem nem ao menos sairmos de dentro do quarto.

Autores novos têm que inventar coisas novas para escrever Ficção Científica, então começaram a misturar ficção e aventura, o que, dependendo da história, é perfeitamente aceitável. Então temos um futuro de caos, guerras civis, colônias contra metrópoles, etc. E no final tudo acaba em revolução voltando sempre para o bom e velho capitalismo, ou para o “american way of life”, vide o sucesso do momento Jogos Vorazes.

Ele se passa num futuro em que uma única ‘capital’ controla todos os outros ‘distritos’ como eles são chamados. O que é pertinente. Revolução, povo se erguer... É disso que nascem impérios, é disso que se faz uma república, é disso... Que conseguimos a liberdade. Outra série que fala da mesma coisa é a série Feios, onde no futuro, a ditadura da beleza é levada tão a sério que aos 16 anos, todos os adolescentes são submetidos a uma cirurgia para ficarem ‘perfeitos e belos’.

Leiam mais Ficção Científica, aposto que você vai encontrar coisas surpreendentes nas páginas dos livros.

Vanessa Carvalho.

terça-feira, março 12

Amor entre luz e trevas.



Um amor entre luz e trevas. É assim que podemos classificar Dezesseis Luas (2013), que está em exibição nos cinemas. Uma história cativante e envolvente, com um roteiro forte e personagens decididos, Dezesseis Luas (Beautiful Creatures, 2013) chegou para tapar o buraco deixado por Harry Potter e Crepúsculo.

A trama conta a história de Lena, uma adolescente que chega a uma cidade do sul dos Estados Unidos que logo atrai os olhares curiosos dos moradores locais. Uma porque sua família constantemente é ligada a rituais satânicos e outra porque o “Golden boy” da sala acaba se interessando pela sua personalidade sarcástica e irônica, Ethan Wate. A verdade é que a família de Lena, além de ser conhecida como fundadora da cidade Gatlin, tem certos poderes. E a maioria deles para as trevas. 

O envolvimento amoroso entre Lena e Ethan torna-se inevitável e os dois descobrem que seus destinos estão tragicamente ligados por uma maldição que se concretizará no décimo sexto aniversário de Lena. Data esta que, além de cair no dia do solstício de verão mais poderoso dos últimos cinco mil anos, determinará se a jovem servirá a luz ou as trevas.

Diferente de seu espelho, Crepúsculo, a trama tem uma história interessante, deixando de lado apenas a característica de uma adolescente idiota que chega numa cidade pequena atraindo olhares do partido mais rico da cidade sem fazer nada para que isto aconteça. 

Ao contrário de sua colega, Lena é uma garota determinada, sarcástica e irônica que não abaixa a cabeça para as patricinhas da cidade, nem fica encantada a primeira vista com Ethan. Ele, ao contrário, não é o partido perfeito. Chega a ser irritante em alguns pontos, teimoso e insistente. Lena não fica repetindo várias vezes que Ethan não foi feito para ela (Isso fica ao encargo de seu tio brilhantemente interpretado por Jeremy Irons), mas mesmo assim, eles aceitam o desafio de juntos tentarem encontrar uma forma de quebrarem a maldição.

É um romance adolescente, isso não há que se negar, mas é um romance adolescente em que mostra que não há somente o bem todo bom e o mal todo ruim. Que existem os dois lados dentro de cada pessoa e que não é isso que vai determinar quem seremos em nossas vidas. Que temos uma escolha na vida, e que, ao fazê-las devemos aceitar as consequências que fatalmente virão. É assim que é a vida, e não podia ser diferente nas histórias.

O elenco conta ainda com Viola Davis, interpretando uma espécie de conselheira de Lena e guardiã de Ethan, Emma Thompson, interpretando a mãe ressurgida das trevas de Lena e Emmy Rossum (O Fantasma da Ópera) como Ridley, a prima má de Lena nos brindando com uma dose de comédia entre as duas personagens.

Não é preciso ter lido aos livros para entender o enredo, nem para enxergar as diferenças gritantes entre as personagens mais famosas do cinema ultimamente. A trilha sonora é um caso a parte feita para chamar a atenção da turma teen mesmo.

Com reviravoltas fantásticas, efeitos especiais brilhantes e um roteiro e interpretações sérias, Dezesseis Luas chegou para exigir um lugarzinho no mundo teen e, se possível, afetar também a turma mais velha.

There's a new world. It ain't all dark, and it ain't all light, and it ain't all ours.” (DUCHANNES, Lena).



Vanessa Carvalho.