Mostrando postagens com marcador juntos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador juntos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, setembro 28

Pêssegos e ameixas: uma prova de conceito.

 


 

Na semana passada (Quase) parei minha vida assistindo The Magicians, que está disponível na GloboPlay. A série foi produção do canal Syfy, um dos mais legais para quem gosta de fantasia. Quando entrou no catalogo, não pensei duas vezes, a serie está completa.

Um resumo bem “resumido” da série é que se trata de “Harry Potter para adultos” como ficou conhecida. Se passa em uma Universidade de Magia e a série gira em torno de Quentin Coldwater (De longe um dos melhores personagens já criados) gentil, doce e confuso, ao entrar em Breaksville, ele finalmente encontra o seu lugar e faz amigos verdadeiros, dentre eles Eliot, o “promoter” da Universidade.


No início eles ficam na base da amizade, Eliot sendo apenas, Eliot aceita Quentin com todo seu jeito confuso de ser. Mas, devido a uma única noite, os sentimentos de ambos mudam, Eliot sabe que ama Quentin de todo coração, porém sabendo quão confuso é o amigo, guarda esse sentimento apenas para si. Quer dizer, nós, que estamos assistindo, sabemos do sentimento, Quentin também sabe disso, de certa forma, e aceita!

Quer dizer, tudo e feito com a maior naturalidade possível, como deveria ser sempre, entendem. Em um determinado momento da trama, eles podem ver 50 anos em um dia, e nós somos presenteados com uma história de amor linda, pura, sincera e verdadeira (Não é isso que estamos sempre buscando?).


Quentin e Eliot são de longe o casal mais equilibrado da série toda, o que tem o relacionamento mais saudável de todos da série. Talvez tenha sido proposital tal situação. Todos os outros há sempre conflitos tóxicos para se resolver...

“Peaches and plums” é de longe a prova de conceito mais pura e sincera que a cultura pop trouxe para nós.

Espero que todos nós, algum dia experimente algo tão puro quanto isso!

"Nós fomos inundados com meio século de emoções"

domingo, fevereiro 7

Just go away

 


O coração andava bem apertado havia dias. Há tempos ela não sentia esse aperto, essa angustia, pois ela evitava situações que desencadeassem esse tipo de coisa. Estava cansada desse tipo de situação... esses sentimentos não são bons e ela sabe disso.

Essa angustia tinha nome, chamava saudade. Saudade das conversas, das mensagens pela manhã, das teorias criadas, enfim... de tudo.

Só que ela precisava entender que não era o mesmo momento para ambos. E por mais que a razão dessa gritasse no ouvido dela isso, a emoção dela insistia em ter esperanças... Esperanças de algo que ela não sabia se iria acontecer ou não... mas ela tinha esperanças, e ela não podia ser culpada por isso. E ela o chamava constantemente em pensamento, era só ela fechar os olhos que a imagem dele aparecia, as vezes era até irritante, pois muitas vezes, ela estava apenas lubrificando os olhos, e bem ali, lá no fundo a imagem dele estava lá. Ela precisava entender, de uma vez por todas, que não era ela.

O problema todo estava nesse ponto, ela queria que fosse ela e pensar nele a fazia sorrir, e logo em seguida suspirar, pois tudo aquilo a sufocava como se ela estivesse se afogando num mar de rostos desconhecidos. E lutava com ela mesma, pois, ao mesmo tempo que tudo isso acontecia, em que ela criava o roteiro perfeito dentro de sua cabeça, digno das melhores comédias românticas já feitas, ela se forçava a voltar para o planeta... Todas as vezes que isso acontecia, ela entendia porque “Alice” combinava com ela. Ela sabia que esse roteiro de comédia romântica não iria acontecer. Então mais suspiros surgiam, mais sorrisos bobos e mais saudade.

Ela odiava sentir saudade, porque a maior parte delas, não dá pra ser sanada. E isso é angustiante. Ela se obrigava a entender que ela não era a Elizabeth, ela era a Charllote.

Sabendo de tudo isso, ela resolveu deixa-lo livre, pois viu que ele não pretendia ficar. Não de forma permanente. E ela poderia não saber bem quem ela era, mas sabia que o efêmero não a fascinava. E as despedidas estavam constantes na sua vida, ela já deveria estar acostumada, mas não conseguia aceitar. Ela era solar, não gostava de despedidas, e apesar do que o signo dela insistia em dizer (Como ela queria ser como descrevem o mesmo) ela era intensa, e não gostava de ficar no raso. Ela não entendia as pessoas que insistiam nisso, no raso, relações rasas era uma coisa que ela jamais conseguiu entender. Quando ela resolvia se envolver com alguém, não era de forma efêmera, ela não era assim. As conexões precisavam ser profundas... E ela já estava cansada de ter que se desculpar por querer profundidade, ela não iria mais se desculpar pela profundidade dela.

Ela o deixou ir, não sem alguma dor, ela o deixou ir. Mas ela queria que ele ficasse, não porque ela pedira, mas porque ele quisera... Então... Ela o deixou ir.

segunda-feira, fevereiro 1

Procurando você

 

Sabe aqueles dias em que não eram nem meio dia e você já está cansado? Aquele era um desses dias. Por algum motivo, antes mesmo do almoço, eu já estava exausto. A reunião que tive pela manhã com os diretores não foi tão produtiva quanto eu esperava.

Dispensei o carro do aplicativo e fui caminhar um pouco. Apesar de estar próximo do meio dia, não estava quente como o costume, pelo contrário, estava um clima até bom para caminhar e pensar na vida. Eu estava entediado, essa era a grande verdade. Há tempos eu ria sem vontade, conversava com as mesmas pessoas sobre os mesmos problemas.

Então sai caminhando sem rumo pelas ruas da cidade. Era uma avenida comercial. Várias lojas, várias pessoas àquela hora do dia fazendo suas compras. Estávamos no mês de outubro, muitas lojas já mostravam suas decorações de Natal... Suspirei... Natal... Sabia que teria que ver minha família e eu não estava tão animado para isso. Eram sempre as mesmas perguntas: 'quando você vai se casar?'... Sempre achei que eram as mulheres quem tinham esse tipo de problema... E eram, mas minhas primas todas já estavam casadas. Então sobrou pra mim... E eu não tinha ninguém que realmente me fizesse mudar de opinião sobre o casamento... Até aquele dia.

Eu estava atravessando a rua quando eu a avistei. Foi por alguns meros segundos, mas seu olhar me prendeu. Era um olhar sincero, puro, inocente e intenso. Desviei sem nem saber o motivo. E naquele momento não notei que meu coração começou a bater mais rápido.

Enfim, segui meu caminho para o restaurante mais próximo. E aquele olhar sempre me vinha à lembrança de tempos em tempos. Eu havia perdido a oportunidade? Em uma cidade grande como essa seria impossível encontrar com aquela mulher novamente.

Fiz meu pedido e como estava sentado perto da janela, fiquei observando o movimento sem muito interesse. Foi quando senti um aroma gostoso de flor de cerejeira, gostava daquele aroma. A mulher que usava aquele perfume deveria ter bom gosto. Mas não me virei para saber quem era a dona.

Meu pedido chegou e comecei a reparar nas pessoas dentro do restaurante enquanto comia. Casais, em sua maioria, fazendo suas compras para evitar a aglomeração do final de ano. Sorri, sendo solteiro, ao menos não tinha que passar por esse tormento.

Então eu a vi. Ela estava sentada afastada das mesas do restaurante. Estava dentro de uma sala que estava escrito 'Administração'... Ela trabalhava aqui? Isso não poderia ser coincidência... Na minha vida essas coisas nunca aconteciam.

Perguntei de um garçom quem era

- Aquela moça sentada na sala? É a dona do restaurante. Está tudo bem com a sua comida?'

Aparentemente o garçom estava preocupado de ter errado em alguma coisa. Me apressei a falar que estava tudo ótimo e que queria falar com ela para lhe dar os parabéns sobre o estabelecimento.

Foi com alívio que o garçom ouviu minha resposta. Me prometeu que, ao final da minha refeição ele traria sua chefe até aqui.

Depois de mais ou menos meia hora, ela chegou. Cheirando a flor de cerejeira... Então ela era a dona dessa doce fragrância? Eu realmente precisava conhecer melhor aquela mulher...

Ela se aproximou rindo, seus cabelos castanhos escuros estavam com alguns fios fora do lugar, o que a tornavam ainda mais bonita. E o olhar... Aquele olhar intenso e inocente que me faria me perder... E eu então notei que não estava com a mínima vontade de evitar isso